9.12.15

Así es...

É como onda. Vai e volta.
Tal qual relâmpago.
Estrondosa.
Por vezes, arde. A alma.
A palavra na ponta da língua que não vem.
O segundo da foto que não você não tirou.
Así es. Como um pôr do sol contínuo.
Parece aquarela. Mas se vai.
E se esvai em chuvas de lágrimas.
Saudade. Saudade. Saudade.

16.11.15

Ora, pois pois...

Não, eu não sei não.
Não sei quando foi a última vez que você veio.
Vem me visitar.
Bate lá em casa.
Está sempre cheio, mas você faz falta.
Traz aquele saco de risadas.
A gente costura a alma aos pouquinhos.
Vamos ver fotos juntos.
Uivar para lua.
Beber e oferecer alegria para esse bando de almas...
Não tenha pressa, não fique tão pouco, não vá tão rápido.
Vontade de um encontro na esquina. Mesmo sem cigarro.
Não tem tequila na geladeira, contudo, a gente pede cerveja.
Cada capítulo, é uma nova história de sabores.
Aos poucos, seu caminho de volta está ficando eterno.
Este ir e vir é meu louco. Eu, sem você, não.... vivo, vivo, vivo.
Estou parada demais; precisamos viajar.
Não, eu não sei não.
Não sei quando foi a última vez que você veio.
Já está na hora de voltar. E, você sabe, nem sou de horas, ora, pois pois...

10.11.15

Só as crianças são felizes...

Tanto tempo sem escrever.
Corpo regurgita.

E o que resta de alma?
Como se faltassem vidas.

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Distraído. Ladeira acima.
Contas. Jobs. Cursos.
Mais as eternas promessas.
Paz? Só em si mesmo.
Mundo "cão" (que injustiça, por assim dizer...).

Bate o relógio.
Apressa o passo (eterno erro, metafórico, ou não).
É o prazo.
O documento para entregar.
Entrevista a fazer.
Conta para pagar.
E que saudade daquela roda gigante...
Mas, aqui, tem sempre o mar. De amigos,também.

Respiração ofegante que assusta.
Sente o frenesi.
Atração imediata, vira o rosto.
Ainda nem avistou os dentes, brancos, brilhantes...
Chegou antes a cativante risada.
Expressões lindas, carregadas de vida.
"E que ladeira, hein?!"
Dentes. Brancos. Muito brancos. Brilhantes.
E aquela gargalhada.

Eu diria que...só as crianças são felizes...
O segredo é descobrir que não tem idade para isso...
Personagem que vai. Volta.
Suspeita do vulto. Mas ainda está ali, parado.
Uns 70 anos infantes.

9.10.14

Paraíso interior

Como um portal, do lado errado. As mensagens vêm desconexas e a passagem é para um lugar misterioso, entre o ontem e este, talvez, hoje. Mas esse hoje já é passado, como a luz que reflete e como a cadeia de pensamento do segundo anterior.

Vento no rosto, sem preparo, sem pensamento, só o amortecimento inusitado. Logo ali, mil cartas do passado. Como em um baralho roubado. Sem campeões, sem xeque mate. Xadrez na vida, mistério sem saída, no mesmo tabuleiro. De novo.

Mais um boneco, feliz. Mesmos personagens que se encontram. Mesmo cenário. Diferente cenário. Sorrisos inocentes. Palavras pueris. As brincadeiras no dia de amanhã. Do dia de amanhã.

Vira a página do roteiro. Hoje,  aqui.  A mesma avenida, longa, tão cheia de pessoas desconhecidas. Tão cheia de memórias,  embebidas de saudade. Tem gosto de comida boa, na praia. Tem cheiro de maresia. Voz alta, nem sonho do que era hierarquia. Tem vôlei na praia, tem cachoeira, beijo roubado e zoeira. Tem festa, casamento, presentes e histórias de mil duendes sequestradores de razão.


Tem carona etílica. Tem chaves, mil chaves, coração sem chaves. Tem passado logo ali, sorridente, cheio de quilos, cheio de filhos, cheio de nossos livros. E a nossa praça. Minha e sua. Minha e de outro alguém. Minha e minha, seja lá de quem.

São letras de festas. São frases que restam. São beijos que encantam. São festas cheias de acalanto. São e somos todos nós, em um suspiro de espanto. Logo ali, você cai em um canto. E a caipirinha de banzo. O beijo roubado sem pranto. Vozes que ecoam. Mas sou eu. Sou eu. Eu de volta ao meu sacrossanto paraíso interior.

11.9.12

Tempos fechados....

Prédios. Prédios. Prisões
Silêncio de alma
Correntes de tradicional
30 mil kms de labirinto

Sem caminho, pausa
Mundo de horas repetidas
Pessoas sem sentido
Sem sentir. Sem. Sem

Vazio de seres em si
O mesmo. Igual. Ilusão
Sossego sem amanhã

Passado sem conexão
Cotidiano sem paixão
Emoção sem juízo

Fechar as portas
De si mesmo
A esperança encerrada
De memórias entrelaçadas

Sem vocabulário
Repete o sem prazer
Arrasta a orgia
Ilude o amanhecer

Vaga lembrança
É como crack de ilusões
Símbolos de identidade

Sentindo o inexorável
De insônia impalpável
Em pesadelo inviável....

3.9.12

Confuso, confuso, confuso personagem.
Logo ali um Rio de sonhos, esperanças e expectativas.
Família de corpo, de alma, de sangue, de futuro.

Aqui, um corpo, entregue aos prazeres
Luxúria em cada segundo de sobrevivência
Sob os auspícios de amigos de guerrilha

No limiar da desrazão
Um coração cansado de ilusão
Mas que não abandona o sonho. Não.

Há quem diga demais
E há quem tema proferir o desejo
E há quem não saiba não ser escolhido
(mesmo sem querer espelho)

Consufo, confuso, confuso personagem.
Quando deixou de acreditar em pressentimento?
Quando deixou de ser clara a inaptidão para decidir?

Maré cheia de desejos, amor e ilusões de prazer.
Onde está este feeling sem lugar?
Que fazer com o impensado sem sonhar?

Maré de uma direção. Incerta certeira.
Quando o sem sentido tomou lugar?
Vinho na cabeça. Banho em par trocado

Maré de pensamentos no outro
Vida de experiências sem sentido
Não permitem decisões de entreouvido

Preciso de você. Sem você, isso vai ser ontem.
Não vou saber ficar.
Não sem decidir, mesmo ao sonhar.

Não vejo como
Confuso, consufo, confuso persosonagem
Pode me mostrar algum caminho?

22.8.12

Menino no Rio...

Não gosto de ver você triste.
Você é o sorriso colado no rosto
Gargalhada alta e conversa sem limite
Rosto sem  apreensão

Esses olhinhos tão cheios de luz
Viva alma, como sonhos
Na vastidão de experimentar
Viver, prazer, conhecer

Amanhã que chega sorrateiro
Arrastando sôfrega novidade
E que não leve de você a felicidade

Futuro incerto, não dói
É sempre assim, não estremeça
Agora se constrói

Não posso tirar essa angústia
Posso dividir amor e dor
Não devo mentir, tampouco esconder
Que a morte é sempre certeza, Babe

Esses olhinhos, como chama
De uma alegria tão insana
Não morre na novidade sacana
Então nada de desistência profana

Queria um abraço tão forte
Tão denso, tão cheio de emoção
 Gestos que cheguem ao coração

O hoje é um presente
Faça valer essa iluminação
Tudo será apenas adaptação!

*O sol do Rio vai como lembrança do que você ainda vai muito reviver. Estamos aqui, meu amigo, amamos você!