Personagem parado à porta da livraria. A amiga ia só comprar um livro. Personagem queria comprar vários, mas, na falta de tempo de ler, resolveu desistir. Disse que ia esperar ali; entretanto, imaginando a demora, resolveu pegar uma mesa e ficar no bar. Logo, o papo começa: um grupo de argentinos, outros, moradores de Brasília, uma família de Petrópolis. Bem típico de festas em cidades pequenas, ainda mais uma cidade charmosa, histórica, como Paraty.
Uma meia hora depois, cansada de esperar, resolve ligar para amiga, a dúvida era: pedir uma cerveja, ou não (continuar esperando sem comer ou beber, não dava, nem o papo estava adiantando). Pessoal animado aquele de Petrópolis, já estavam convidando para o almoço, a cerveja... Nem bem sacou o telefone para sanar a dúvida e a amiga apareceu. Como iam tentar almoçar em outro restaurante - Thai food para variar, simplesmente levantou e foi ao banheiro.
Quando voltou, só ouviu as gargalhadas. O moço da mesa ao lado indagou: "quer me matar de susto?". Ficou na dúvida do porquê. Ele explicou que havia olhado para o lado um segundo e quando voltou o olhar, assustado, perguntou à amiga: "você trocou de camisa?". A amiga do personagem nada entendeu. O indivíduo olhou o copo à frente e afirmou: "eu só bebi uma cerveja"!. Aí, por instantes, pensou se tratar de algum espírito das antigas, piratas, escravos etc e tal, que tivesse aparecido, conversado e sumido... Até que a amiga do personagem entendeu o imbróglio e disse que não havia trocado de camisa, mas sim de lugar com a amiga que estava ali antes e havia ido ao banheiro...
13.3.18
5.9.17
Viagem... aos 70...
Viagem cansativa. Indo e vindo ao banheiro, na carona das cervejas, na praia, do almoço... Entre um cochilo e outro, a parada principal não chegava. Finalmente, um sanduba e o esticar das pernas. Logo estaria no Rio de Janeiro para outra viagem até a Barra da Tijuca.
Na rodoviária, já perfeitamente acordada, a personagem coloca a mochila nas costas e vai para o ponto final. É tarde e o ônibus está vazio. Senta perto da janela e deixa a mala no banco ao lado. Lá pelas tantas, na praça Saens Peña, mesmo com um ônibus vazio, uma senhora senta ao lado, toda desajeitada, com as pernas para fora, quase por cima da mala dela. Com preguiça de argumentar que vários lugares estavam vazios no ônibus e sem querer deixar a senhora desconfortável, pede para trocar de lugar. A senhora fica na janela e ela, com as pernas para fora, ainda meio cansada da viagem.
A ideia era ficar quieta, ao longo do caminho. Entretanto, ao sugerir que a senhorinha fosse para janela, virou bate-papo. A senhorinha, magra, alta, calça bem justa, salto alto, blusa de oncinha, diz que acabou de pegar o Rio Card idoso. Sacode o cartão tão freneticamente que a personagem sugere que ela guarde, para não perdê-lo. O bafo de cachaça da senhora, que declara ter 70 anos, quase a derruba.
Senhorinha continua falando, enrolado, tinha ido a uma festa, na Tijuca, mas aí, ao ir embora, encontrou esse senhor, ele insistiu em pagar mais uma bebida, queria que ela ficasse lá, estava preocupada com a hora. O tal homem era dono de uma loja, tentou levá-la para o segundo andar. Estava interessado nela e queria namorar. "Mas eu não quero namorar ele não". Contou como o enganou, indo ao ponto e pegando rapidamente o ônibus. "Este é o ônibus tal, né". Era. E ela ainda trabalhava, disse que iria acordar cedo para trabalhar no dia seguinte. Falou, falou, falou, por uns 20 minutos. Depois cansou e ficou olhando a rua, balbuciando coisas incompreensíveis e rindo. Cochilou.
Lá pelas tantas, acordou, olhou para outra personagem e perguntou: "este ônibus vai para onde?". Para Barra. "ah, meu Deus...". Resmungou mais algumas coisas incompreensíveis e perguntou de novo. Aí foi a explicação de que o ônibus iria para Barra e a pergunta sobre onde ela queria ir, dizendo que estavam no Alto da Boa Vista. "Alto da Boa Vista? Ai, que bom, estava olhando e não estava vendo nada, esqueci os meus óculos".
A senhora ri mais um pouco e pede: "pode me avisar quando for o Bingo 10?". A personagem pergunta onde é. "Bingo 10, ali, na descida". A outra não fazia ideia. Outra pergunta e a senhorinha pede: "é só me avisar". Preocupada, ai, meu Deus, como a personagem saberia dizer onde a senhora deveria saltar.... Outra pergunta e ela diz, depois da Gávea, de Furnas.
Personagem prestando atenção, enquanto ela ri, feliz: "ai, a Floresta da Tijuca, agora sim, estou no caminho certo". "Este ônibus vai para onde mesmo?". Personagem repete e confirma onde ela tem de descer, mas a senhora reconhece antes e levanta. Personagem sai do caminho para ela passar, mas ela não faz sinal para descer, vai correndo para o motorista, gritando, "Bingo 10, motorista, vou saltar aí, Bingo 10, por favor, por favor", tropeçando no salto, rindo e arrastando as bolsas de supermercado. Antes de descer, dá um tapinha nas costas da personagem e sai cantarolando...
Na rodoviária, já perfeitamente acordada, a personagem coloca a mochila nas costas e vai para o ponto final. É tarde e o ônibus está vazio. Senta perto da janela e deixa a mala no banco ao lado. Lá pelas tantas, na praça Saens Peña, mesmo com um ônibus vazio, uma senhora senta ao lado, toda desajeitada, com as pernas para fora, quase por cima da mala dela. Com preguiça de argumentar que vários lugares estavam vazios no ônibus e sem querer deixar a senhora desconfortável, pede para trocar de lugar. A senhora fica na janela e ela, com as pernas para fora, ainda meio cansada da viagem.
A ideia era ficar quieta, ao longo do caminho. Entretanto, ao sugerir que a senhorinha fosse para janela, virou bate-papo. A senhorinha, magra, alta, calça bem justa, salto alto, blusa de oncinha, diz que acabou de pegar o Rio Card idoso. Sacode o cartão tão freneticamente que a personagem sugere que ela guarde, para não perdê-lo. O bafo de cachaça da senhora, que declara ter 70 anos, quase a derruba.
Senhorinha continua falando, enrolado, tinha ido a uma festa, na Tijuca, mas aí, ao ir embora, encontrou esse senhor, ele insistiu em pagar mais uma bebida, queria que ela ficasse lá, estava preocupada com a hora. O tal homem era dono de uma loja, tentou levá-la para o segundo andar. Estava interessado nela e queria namorar. "Mas eu não quero namorar ele não". Contou como o enganou, indo ao ponto e pegando rapidamente o ônibus. "Este é o ônibus tal, né". Era. E ela ainda trabalhava, disse que iria acordar cedo para trabalhar no dia seguinte. Falou, falou, falou, por uns 20 minutos. Depois cansou e ficou olhando a rua, balbuciando coisas incompreensíveis e rindo. Cochilou.
Lá pelas tantas, acordou, olhou para outra personagem e perguntou: "este ônibus vai para onde?". Para Barra. "ah, meu Deus...". Resmungou mais algumas coisas incompreensíveis e perguntou de novo. Aí foi a explicação de que o ônibus iria para Barra e a pergunta sobre onde ela queria ir, dizendo que estavam no Alto da Boa Vista. "Alto da Boa Vista? Ai, que bom, estava olhando e não estava vendo nada, esqueci os meus óculos".
A senhora ri mais um pouco e pede: "pode me avisar quando for o Bingo 10?". A personagem pergunta onde é. "Bingo 10, ali, na descida". A outra não fazia ideia. Outra pergunta e a senhorinha pede: "é só me avisar". Preocupada, ai, meu Deus, como a personagem saberia dizer onde a senhora deveria saltar.... Outra pergunta e ela diz, depois da Gávea, de Furnas.
Personagem prestando atenção, enquanto ela ri, feliz: "ai, a Floresta da Tijuca, agora sim, estou no caminho certo". "Este ônibus vai para onde mesmo?". Personagem repete e confirma onde ela tem de descer, mas a senhora reconhece antes e levanta. Personagem sai do caminho para ela passar, mas ela não faz sinal para descer, vai correndo para o motorista, gritando, "Bingo 10, motorista, vou saltar aí, Bingo 10, por favor, por favor", tropeçando no salto, rindo e arrastando as bolsas de supermercado. Antes de descer, dá um tapinha nas costas da personagem e sai cantarolando...
17.7.17
Esquecimentos...
Já tinha marcado de encontrar um amigo e foi se arrastando. Cabeça nas nuvens. Sonhos revirados. Deveres e prazeres misturados. De todo jeito. Amores trocados. Entre tantas confusões, lá se foi o guarda-chuva. Enquanto espera, parado, na praça, o amigo liga e ele pergunta onde pode comprar outro, porque a previsão é de temporal. Na papelaria. Remarcam, então, na porta da papelaria.
Lá vai o personagem. Entra quieto e pede à atendente um guarda-chuva. O mais barato, porque vive perdendo... A moça, nos seus 20 anos, dá uma olhada nos produtos e fala: "tem esse, R$ 8, está bom?". Ele diz que sim. Ela embrulha o guarda-chuva e ele se apressa em pegar a carteira na sacola. De repente, ainda comentando sobre o guarda-chuva perdido, diz: "inclusive, o guarda-chuva que eu perdi era igual a esse aqui em cima, foi esse que você trouxe?". Incrédula, a atendente o olha, um pouco sem graça e diz: "não, você o retirou da sacola agora". O personagem, também perdido, comenta que não lembrava nem que o tinha colocado lá, achava que tinha perdido e nem sabia, de verdade, que cabia na sacola...... Pede, desconcertado, desculpas e para cancelar a compra...
Sai da papelaria rindo, pensando que a atendente o deve ter achado louco. Fica esperando pelo amigo exatamente em frente. Mas se distrai e quando percebe, o amigo já está dentro da papelaria o procurando. Ele não quer entrar, então olha, tentando chamar o amigo discretamente, mas é a atendente que olha, por detrás, acena, rindo, e pergunta: "esqueceu alguma coisa?".
#fim
#meiodesligado
25.6.17
Sensibilidade
"Adulto" triste. Criança chega, na maior agitação, mal olha para as pessoas ao redor. Sai correndo para varanda. Alegria total, pega um brinquedo, corre em volta da mesa, olha o céu, busca o cachorro. O adulto fica parado, sentado, só observando.
A criança é destemida, bastante agitada e brincalhona. Na semana anterior, já tinha caído acidentalmente e batido com a cabeça. É preciso observá-la, para que a criança não resolva escalar nada ou se atirar onde não deve. Agora, todas as vezes que quase se machucava, estendia as mãos ao rosto, no "doi doi".
Correndo de um lado para o outro, de repente, a criança se dá conta de que não está sozinha. Larga os brinquedos e olha fixamente para o adulto, ainda sentado, quieto, ainda triste, só observando. A criança caminha, então, intrigada, em direção ao adulto, com a testa franzida.
Para a mais ou menos um metro, olha fixamente para o adulto e estende as mãos até a cabeça, no "doi doi". Incrédulo, o adulto entende que a criança, de 14 meses, está perguntando se ele está machucado. Depois da "pergunta", ela se aproxima, dá um abraço, enquanto o adulto tira os óculos e enxuga a lágrima saliente.
E a criança sai correndo de novo, para brincar e ser feliz. Porque tudo é assim na vida. Os contrastes. Tristezas somente para preceder novas alegrias.
-----------
A criança, depois, fica estirada na cama, envolta em brinquedos, enquanto o adulto tenta, inutilmente, ler. Daqui a pouco, aponta para as folhas bagunçadas e repete "a, e, i, o, u". Mal sabe ela...
A criança é destemida, bastante agitada e brincalhona. Na semana anterior, já tinha caído acidentalmente e batido com a cabeça. É preciso observá-la, para que a criança não resolva escalar nada ou se atirar onde não deve. Agora, todas as vezes que quase se machucava, estendia as mãos ao rosto, no "doi doi".
Correndo de um lado para o outro, de repente, a criança se dá conta de que não está sozinha. Larga os brinquedos e olha fixamente para o adulto, ainda sentado, quieto, ainda triste, só observando. A criança caminha, então, intrigada, em direção ao adulto, com a testa franzida.
Para a mais ou menos um metro, olha fixamente para o adulto e estende as mãos até a cabeça, no "doi doi". Incrédulo, o adulto entende que a criança, de 14 meses, está perguntando se ele está machucado. Depois da "pergunta", ela se aproxima, dá um abraço, enquanto o adulto tira os óculos e enxuga a lágrima saliente.
E a criança sai correndo de novo, para brincar e ser feliz. Porque tudo é assim na vida. Os contrastes. Tristezas somente para preceder novas alegrias.
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A criança, depois, fica estirada na cama, envolta em brinquedos, enquanto o adulto tenta, inutilmente, ler. Daqui a pouco, aponta para as folhas bagunçadas e repete "a, e, i, o, u". Mal sabe ela...
21.6.17
O mundo vai acabar...e ela só quer dançar....
Personagem angustiado. Espera, espera, espera.
Para quê? Pelo quê? Não há nada falado.
É tudo o mesmo, igual, não há instante.
Surpresa porvir. O telefone toca.
É um outro convite. Ele nem pensou. Nem quer.
É a surpresa impossível que arde. Tem trabalho para fazer.
Tem trabalho para entregar. Que o personagem quer receber.
O tempo arrasta e a tela não muda. Cabeça parece máquina antiga.
Mesma tecla, repetida. Repetida. Repetida.
O telefone toca de novo. Sábado passado, à noite, à espreita. Nem quer.
O trabalho para entregar. Não termina. E a tela não muda.
Personagem angustiado. Espera, espera, espera.
Amigos, amigos, amigos, convites, luzes, outros personagens.
É hora de dançar. Veste alma. Veste vermelho. Express yourself.
Sapato alto. Todos os apetrechos. Os eus de viagens. Todos a reboque.
Uma, duas, três. Todas as memórias outra vez. O rosto que lembra.
Outra história. Outro samba. Outros fonemas. O rosto que cerca.
Outros amigos, outras festas, outros perigos. O rosto igual. Gêmeo memória.
Mesmo nome. Metade revival, metade "incesto". Outro convite. Outra noite.
Diversos outros corpos. Copos. E outra fase. E outro papo. E a memória....
Personagem angustiado. Para quê? Pelo quê? Não há nada falado.
Fecha os olhos e apenas lembra. Vermelho. Luz. Varandas e pensamentos.
Libertinagem. Beijos liberdade. Beijos sem amanhã. Mais uma música para cantar.
"Porque o mundo vai acabar e ela só quer dançar.... o mundo vai acabar...
Ela só quer dançar, dançar, dançar".....
Para quê? Pelo quê? Não há nada falado.
É tudo o mesmo, igual, não há instante.
Surpresa porvir. O telefone toca.
É um outro convite. Ele nem pensou. Nem quer.
É a surpresa impossível que arde. Tem trabalho para fazer.
Tem trabalho para entregar. Que o personagem quer receber.
O tempo arrasta e a tela não muda. Cabeça parece máquina antiga.
Mesma tecla, repetida. Repetida. Repetida.
O telefone toca de novo. Sábado passado, à noite, à espreita. Nem quer.
O trabalho para entregar. Não termina. E a tela não muda.
Personagem angustiado. Espera, espera, espera.
Amigos, amigos, amigos, convites, luzes, outros personagens.
É hora de dançar. Veste alma. Veste vermelho. Express yourself.
Sapato alto. Todos os apetrechos. Os eus de viagens. Todos a reboque.
Uma, duas, três. Todas as memórias outra vez. O rosto que lembra.
Outra história. Outro samba. Outros fonemas. O rosto que cerca.
Outros amigos, outras festas, outros perigos. O rosto igual. Gêmeo memória.
Mesmo nome. Metade revival, metade "incesto". Outro convite. Outra noite.
Diversos outros corpos. Copos. E outra fase. E outro papo. E a memória....
Personagem angustiado. Para quê? Pelo quê? Não há nada falado.
Fecha os olhos e apenas lembra. Vermelho. Luz. Varandas e pensamentos.
Libertinagem. Beijos liberdade. Beijos sem amanhã. Mais uma música para cantar.
"Porque o mundo vai acabar e ela só quer dançar.... o mundo vai acabar...
Ela só quer dançar, dançar, dançar".....
4.5.17
2 meses. 2 meses. 2 meses. Umas seis vezes....
2 meses. Férias. 2 meses. África. 2 meses. Aniversário. O início de um novo ciclo. Se as coisas continuam sacudidas no mundo, melhor o personagem revirar a pele de dentro para fora e respirar alegria interior.
Concentração. Sempre uma questão, novamente, com o perdão das pobres rimas... Personagem envolto em mídias e redes sociais de desilusão. Do pior do ser humano. Da direita, ultra... ultra entristecedora.
Meses de silêncio. O problema não é a falta de pensamentos. Dizeres. Voz. Falta mesmo de crença nesse estranho "porvir atual"... O estagnar em uma cidade, ainda que no eterno sonho, ainda que por escolha, é angustiante. Personagem Hermes, acordado; mensagem de devaneio aos deuses pulsando...
Concentração. Sempre uma questão. Tem África. Tem Colômbia. Tem Rio. Tem Rio. Tem rio de indecisões e saudades. Tem surpresa. Mas tem corda bamba para sacudir a tão certa espontaneidade, no sopro, no limite da ética, tão auto-cultuada. Personagem atônito, congelado.
"Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
E nele sempre cabem de vez (...)"
- / -
Entre Mary Shelley, Bowler, Lobo, Bardin, janelas e mais janelas, mas o som vem lá do corredor. Ecoa o tia, tia, tia. E lá vai o personagem, aberto em sorrisos. De absorto em pensamentos a encontrado em risadas. Gargalhadas sem fim. Corre aqui, corre para lá. Esconde ao lado. Papel no chão é engraçado. Espelho em si, no passado, logo ali, parado, de frente. Corre aqui, corre para lá. Esconde. Dá risada. Personagem escolha. Parar temporariamente não é para parar. Não para esse personagem.
Estende os bracinhos e não há espaço para mais nada... Só gargalhadas entre um par de olhos profundos de um futuro cheio de esperança.
Concentração. Sempre uma questão, novamente, com o perdão das pobres rimas... Personagem envolto em mídias e redes sociais de desilusão. Do pior do ser humano. Da direita, ultra... ultra entristecedora.
Meses de silêncio. O problema não é a falta de pensamentos. Dizeres. Voz. Falta mesmo de crença nesse estranho "porvir atual"... O estagnar em uma cidade, ainda que no eterno sonho, ainda que por escolha, é angustiante. Personagem Hermes, acordado; mensagem de devaneio aos deuses pulsando...
Concentração. Sempre uma questão. Tem África. Tem Colômbia. Tem Rio. Tem Rio. Tem rio de indecisões e saudades. Tem surpresa. Mas tem corda bamba para sacudir a tão certa espontaneidade, no sopro, no limite da ética, tão auto-cultuada. Personagem atônito, congelado.
"Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
E nele sempre cabem de vez (...)"
Entre Mary Shelley, Bowler, Lobo, Bardin, janelas e mais janelas, mas o som vem lá do corredor. Ecoa o tia, tia, tia. E lá vai o personagem, aberto em sorrisos. De absorto em pensamentos a encontrado em risadas. Gargalhadas sem fim. Corre aqui, corre para lá. Esconde ao lado. Papel no chão é engraçado. Espelho em si, no passado, logo ali, parado, de frente. Corre aqui, corre para lá. Esconde. Dá risada. Personagem escolha. Parar temporariamente não é para parar. Não para esse personagem.
Estende os bracinhos e não há espaço para mais nada... Só gargalhadas entre um par de olhos profundos de um futuro cheio de esperança.
31.5.16
Tudo ao mesmo tempo agora, ontem e quiçá amanhã...
Agora, eu entendo flores e tapa na cara.
E o que nunca retorna.
Sempre a distância. De um país.
Outro país. Mais outro. Quase uma vida.
Uma visão embaçada.
O tempo que passa.
De uma mesma paisagem conturbada.
São só lágrimas de decepção e decepção.
Einstein. Diferentes. Realidades. Concomitantes.
Decepcionantes. O que não é o mesmo. Mas é igual.
É triste. É um exílio em si mesmo.
Tantas bocas. Tantas promessas. Palavras vazias.
Cheias de promessas. No esteio de viagens e viagens.
De realidade, de sonho, passado e futuro.
12.2.16
Vários passados atuais
De repente, logo ali, aquele sorriso de outrora. Camarada.
Tanta história, tantos planos, tantas viagens conversadas.
O que a memória esvanece, a presença sopra, alegre, faceira.
Dez anos e três países. Entretanto, muitas vidas.
Lá vem o churrasco. A viagem. Os animais. E as fotos. Nossas fotos.
O estalar de dedos do aqui ignora o tempo e lá vêm as risadas.
O humor ácido. As diferenças culturais. A falta de memória.
E até mil palavras trocadas de três idiomas.
Ainda somos os mesmos. Mas somos novos personagens.
Carregados de tantos anos, desenganos, sem danos...
Lá vem a nova festa, praia e travessia.
Agora temos os óculos. Para nossos lindos olhos trocados.
Quilos a mais e a menos, cicatrizes em alguns lados.
Mais carregadores, vários aparelhos, sem tempo para carregar. Falar.
Email ou postal? E você (eu) é meio diferente, também, meio tradicional.
Aquela placa é igual. O cenário é totalmente outro.
E tantas outras cachoeiras de emoções. De ausências.
Os longos caminhos continuam, cheios de músicas e risadas.
Com direito à noite barulhenta, sonolenta, confusa, calada.
E tem álcool no ar, na degustação, na cervejaria.
Bebida nova. Desfile. Gracejos. happy hours.
Mais gente doida, diferente, viajante.
E ainda existem os mapas. Oficiais ou rabiscados.
Tram brasileiro. Esquinas e ladeiras de cultura.
A busca pelo ambivalente aloe vera. Por frutas tropicais.
Nossas verdades internacionais. Nossas experiências individuais.
Um longo trajeto para dentro. Do passado. Do país.
Muitas horas. De estrada. De silêncio. De Abstração.
Quarto de tamanduá, luz de fazenda, janela sem fechar.
Logo ali um novo cassowary, agora quadrúpede; e Gigi.
De novo os peixes ao fundo, na memória e no agora.
Tem gruta, tem fruta, macaco biruta, sapo batuque.
Salto e foto de dourado. Cotia, jacaré e porco do mato.
Despedida de criança, boiando na correnteza.
Carona para mais um papo animado. Sem nome na parede.
Loucura de todos os santos, ode à cachaça.
E, de novo, a estrada. Com fotos. Hebraico.
Mais um retorno. Mais uma semana. Até a próxima vida.
Ainda tem mais festa. Atração popular. Praça - de guerra - lotada.
Chá de sumiço. Parque imperial. Desfile. Paraíso do passado.
Churrasco, família e até compras compartilhadas.
E, de repente, é isso. Mais um táxi. Mais um aeroporto e mais lembranças.
A casa vazia. O coração pleno. Transbordando de vários passados atuais e misturados.
Daquela felicidade cheia de saudade. Doída. Até a próxima vida.
Tanta história, tantos planos, tantas viagens conversadas.
O que a memória esvanece, a presença sopra, alegre, faceira.
Dez anos e três países. Entretanto, muitas vidas.
Lá vem o churrasco. A viagem. Os animais. E as fotos. Nossas fotos.
O estalar de dedos do aqui ignora o tempo e lá vêm as risadas.
O humor ácido. As diferenças culturais. A falta de memória.
E até mil palavras trocadas de três idiomas.
Ainda somos os mesmos. Mas somos novos personagens.
Carregados de tantos anos, desenganos, sem danos...
Lá vem a nova festa, praia e travessia.
Agora temos os óculos. Para nossos lindos olhos trocados.
Quilos a mais e a menos, cicatrizes em alguns lados.
Mais carregadores, vários aparelhos, sem tempo para carregar. Falar.
Email ou postal? E você (eu) é meio diferente, também, meio tradicional.
Aquela placa é igual. O cenário é totalmente outro.
E tantas outras cachoeiras de emoções. De ausências.
Os longos caminhos continuam, cheios de músicas e risadas.
Com direito à noite barulhenta, sonolenta, confusa, calada.
E tem álcool no ar, na degustação, na cervejaria.
Bebida nova. Desfile. Gracejos. happy hours.
Mais gente doida, diferente, viajante.
E ainda existem os mapas. Oficiais ou rabiscados.
Tram brasileiro. Esquinas e ladeiras de cultura.
A busca pelo ambivalente aloe vera. Por frutas tropicais.
Nossas verdades internacionais. Nossas experiências individuais.
Um longo trajeto para dentro. Do passado. Do país.
Muitas horas. De estrada. De silêncio. De Abstração.
Quarto de tamanduá, luz de fazenda, janela sem fechar.
Logo ali um novo cassowary, agora quadrúpede; e Gigi.
De novo os peixes ao fundo, na memória e no agora.
Tem gruta, tem fruta, macaco biruta, sapo batuque.
Salto e foto de dourado. Cotia, jacaré e porco do mato.
Despedida de criança, boiando na correnteza.
Carona para mais um papo animado. Sem nome na parede.
Loucura de todos os santos, ode à cachaça.
E, de novo, a estrada. Com fotos. Hebraico.
Mais um retorno. Mais uma semana. Até a próxima vida.
Ainda tem mais festa. Atração popular. Praça - de guerra - lotada.
Chá de sumiço. Parque imperial. Desfile. Paraíso do passado.
Churrasco, família e até compras compartilhadas.
E, de repente, é isso. Mais um táxi. Mais um aeroporto e mais lembranças.
A casa vazia. O coração pleno. Transbordando de vários passados atuais e misturados.
Daquela felicidade cheia de saudade. Doída. Até a próxima vida.
9.12.15
Así es...
É como onda. Vai e volta.
Tal qual relâmpago.
Estrondosa.
Por vezes, arde. A alma.
A palavra na ponta da língua que não vem.
O segundo da foto que não você não tirou.
Así es. Como um pôr do sol contínuo.
Parece aquarela. Mas se vai.
E se esvai em chuvas de lágrimas.
Saudade. Saudade. Saudade.
Tal qual relâmpago.
Estrondosa.
Por vezes, arde. A alma.
A palavra na ponta da língua que não vem.
O segundo da foto que não você não tirou.
Así es. Como um pôr do sol contínuo.
Parece aquarela. Mas se vai.
E se esvai em chuvas de lágrimas.
Saudade. Saudade. Saudade.
16.11.15
Ora, pois pois...
Não, eu não sei não.
Não sei quando foi a última vez que você veio.
Vem me visitar.
Bate lá em casa.
Está sempre cheio, mas você faz falta.
Traz aquele saco de risadas.
A gente costura a alma aos pouquinhos.
Vamos ver fotos juntos.
Uivar para lua.
Beber e oferecer alegria para esse bando de almas...
Não tenha pressa, não fique tão pouco, não vá tão rápido.
Vontade de um encontro na esquina. Mesmo sem cigarro.
Não tem tequila na geladeira, contudo, a gente pede cerveja.
Cada capítulo, é uma nova história de sabores.
Aos poucos, seu caminho de volta está ficando eterno.
Este ir e vir é meu louco. Eu, sem você, não.... vivo, vivo, vivo.
Estou parada demais; precisamos viajar.
Não, eu não sei não.
Não sei quando foi a última vez que você veio.
Já está na hora de voltar. E, você sabe, nem sou de horas, ora, pois pois...
Não sei quando foi a última vez que você veio.
Vem me visitar.
Bate lá em casa.
Está sempre cheio, mas você faz falta.
Traz aquele saco de risadas.
A gente costura a alma aos pouquinhos.
Vamos ver fotos juntos.
Uivar para lua.
Beber e oferecer alegria para esse bando de almas...
Não tenha pressa, não fique tão pouco, não vá tão rápido.
Vontade de um encontro na esquina. Mesmo sem cigarro.
Não tem tequila na geladeira, contudo, a gente pede cerveja.
Cada capítulo, é uma nova história de sabores.
Aos poucos, seu caminho de volta está ficando eterno.
Este ir e vir é meu louco. Eu, sem você, não.... vivo, vivo, vivo.
Estou parada demais; precisamos viajar.
Não, eu não sei não.
Não sei quando foi a última vez que você veio.
Já está na hora de voltar. E, você sabe, nem sou de horas, ora, pois pois...
10.11.15
Só as crianças são felizes...
Tanto tempo sem escrever.
Corpo regurgita.
E o que resta de alma?
Como se faltassem vidas.
------------------
Distraído. Ladeira acima.
Contas. Jobs. Cursos.
Mais as eternas promessas.
Paz? Só em si mesmo.
Mundo "cão" (que injustiça, por assim dizer...).
Bate o relógio.
Apressa o passo (eterno erro, metafórico, ou não).
É o prazo.
O documento para entregar.
Entrevista a fazer.
Conta para pagar.
E que saudade daquela roda gigante...
Mas, aqui, tem sempre o mar. De amigos,também.
Respiração ofegante que assusta.
Sente o frenesi.
Atração imediata, vira o rosto.
Ainda nem avistou os dentes, brancos, brilhantes...
Chegou antes a cativante risada.
Expressões lindas, carregadas de vida.
"E que ladeira, hein?!"
Dentes. Brancos. Muito brancos. Brilhantes.
E aquela gargalhada.
Eu diria que...só as crianças são felizes...
O segredo é descobrir que não tem idade para isso...
Personagem que vai. Volta.
Suspeita do vulto. Mas ainda está ali, parado.
Uns 70 anos infantes.
Corpo regurgita.
E o que resta de alma?
Como se faltassem vidas.
------------------
Distraído. Ladeira acima.
Contas. Jobs. Cursos.
Mais as eternas promessas.
Paz? Só em si mesmo.
Mundo "cão" (que injustiça, por assim dizer...).
Bate o relógio.
Apressa o passo (eterno erro, metafórico, ou não).
É o prazo.
O documento para entregar.
Entrevista a fazer.
Conta para pagar.
E que saudade daquela roda gigante...
Mas, aqui, tem sempre o mar. De amigos,também.
Respiração ofegante que assusta.
Sente o frenesi.
Atração imediata, vira o rosto.
Ainda nem avistou os dentes, brancos, brilhantes...
Chegou antes a cativante risada.
Expressões lindas, carregadas de vida.
"E que ladeira, hein?!"
Dentes. Brancos. Muito brancos. Brilhantes.
E aquela gargalhada.
Eu diria que...só as crianças são felizes...
O segredo é descobrir que não tem idade para isso...
Personagem que vai. Volta.
Suspeita do vulto. Mas ainda está ali, parado.
Uns 70 anos infantes.
9.10.14
Paraíso interior
Como um portal, do lado errado. As mensagens vêm desconexas
e a passagem é para um lugar misterioso, entre o ontem e este, talvez, hoje.
Mas esse hoje já é passado, como a luz que reflete e como a cadeia de
pensamento do segundo anterior.
Vento no rosto, sem preparo, sem pensamento, só o
amortecimento inusitado. Logo ali, mil cartas do passado. Como em um baralho
roubado. Sem campeões, sem xeque mate. Xadrez na vida, mistério sem saída, no
mesmo tabuleiro. De novo.
Mais um boneco, feliz. Mesmos personagens que se encontram.
Mesmo cenário. Diferente cenário. Sorrisos inocentes. Palavras pueris. As
brincadeiras no dia de amanhã. Do dia de amanhã.
Vira a página do roteiro. Hoje, aqui.
A mesma avenida, longa, tão cheia de pessoas desconhecidas. Tão cheia de
memórias, embebidas de saudade. Tem
gosto de comida boa, na praia. Tem cheiro de maresia. Voz alta, nem sonho do
que era hierarquia. Tem vôlei na praia, tem cachoeira, beijo roubado e zoeira.
Tem festa, casamento, presentes e histórias de mil duendes sequestradores de
razão.
São letras de festas. São frases que restam. São beijos que
encantam. São festas cheias de acalanto. São e somos todos nós, em um suspiro
de espanto. Logo ali, você cai em um canto. E a caipirinha de banzo. O beijo
roubado sem pranto. Vozes que ecoam. Mas sou eu. Sou eu. Eu de volta ao meu sacrossanto
paraíso interior.
11.9.12
Tempos fechados....
Prédios. Prédios. Prisões
Silêncio de alma
Correntes de tradicional
30 mil kms de labirinto
Sem caminho, pausa
Mundo de horas repetidas
Pessoas sem sentido
Sem sentir. Sem. Sem
Vazio de seres em si
O mesmo. Igual. Ilusão
Sossego sem amanhã
Passado sem conexão
Cotidiano sem paixão
Emoção sem juízo
Fechar as portas
De si mesmo
A esperança encerrada
De memórias entrelaçadas
Sem vocabulário
Repete o sem prazer
Arrasta a orgia
Ilude o amanhecer
Vaga lembrança
É como crack de ilusões
Símbolos de identidade
Sentindo o inexorável
De insônia impalpável
Em pesadelo inviável....
Silêncio de alma
Correntes de tradicional
30 mil kms de labirinto
Sem caminho, pausa
Mundo de horas repetidas
Pessoas sem sentido
Sem sentir. Sem. Sem
Vazio de seres em si
O mesmo. Igual. Ilusão
Sossego sem amanhã
Passado sem conexão
Cotidiano sem paixão
Emoção sem juízo
Fechar as portas
De si mesmo
A esperança encerrada
De memórias entrelaçadas
Sem vocabulário
Repete o sem prazer
Arrasta a orgia
Ilude o amanhecer
Vaga lembrança
É como crack de ilusões
Símbolos de identidade
Sentindo o inexorável
De insônia impalpável
Em pesadelo inviável....
3.9.12
Logo ali um Rio de sonhos, esperanças e expectativas.
Família de corpo, de alma, de sangue, de futuro.
Aqui, um corpo, entregue aos prazeres
Luxúria em cada segundo de sobrevivência
Sob os auspícios de amigos de guerrilha
No limiar da desrazão
Um coração cansado de ilusão
Mas que não abandona o sonho. Não.
Há quem diga demais
E há quem tema proferir o desejo
E há quem não saiba não ser escolhido
(mesmo sem querer espelho)
Consufo, confuso, confuso personagem.
Quando deixou de acreditar em pressentimento?
Quando deixou de ser clara a inaptidão para decidir?
Maré cheia de desejos, amor e ilusões de prazer.
Onde está este feeling sem lugar?
Que fazer com o impensado sem sonhar?
Maré de uma direção. Incerta certeira.
Quando o sem sentido tomou lugar?
Vinho na cabeça. Banho em par trocado
Maré de pensamentos no outro
Vida de experiências sem sentido
Não permitem decisões de entreouvido
Preciso de você. Sem você, isso vai ser ontem.
Não vou saber ficar.
Não sem decidir, mesmo ao sonhar.
Não vejo como
Confuso, consufo, confuso persosonagem
Pode me mostrar algum caminho?
22.8.12
Menino no Rio...
Não gosto de ver você triste.
Você é o sorriso colado no rosto
Gargalhada alta e conversa sem limite
Rosto sem apreensão
Esses olhinhos tão cheios de luz
Viva alma, como sonhos
Na vastidão de experimentar
Viver, prazer, conhecer
Amanhã que chega sorrateiro
Arrastando sôfrega novidade
E que não leve de você a felicidade
Futuro incerto, não dói
É sempre assim, não estremeça
Agora se constrói
Não posso tirar essa angústia
Posso dividir amor e dor
Não devo mentir, tampouco esconder
Que a morte é sempre certeza, Babe
Esses olhinhos, como chama
De uma alegria tão insana
Não morre na novidade sacana
Então nada de desistência profana
Queria um abraço tão forte
Tão denso, tão cheio de emoção
Gestos que cheguem ao coração
O hoje é um presente
Faça valer essa iluminação
Tudo será apenas adaptação!
*O sol do Rio vai como lembrança do que você ainda vai muito reviver. Estamos aqui, meu amigo, amamos você!
Você é o sorriso colado no rosto
Gargalhada alta e conversa sem limite
Rosto sem apreensão
Esses olhinhos tão cheios de luz
Viva alma, como sonhos
Na vastidão de experimentar
Viver, prazer, conhecer
Amanhã que chega sorrateiro
Arrastando sôfrega novidade
E que não leve de você a felicidade
Futuro incerto, não dói
É sempre assim, não estremeça
Agora se constrói
Não posso tirar essa angústia
Posso dividir amor e dor
Não devo mentir, tampouco esconder
Que a morte é sempre certeza, Babe
Esses olhinhos, como chama
De uma alegria tão insana
Não morre na novidade sacana
Então nada de desistência profana
Queria um abraço tão forte
Tão denso, tão cheio de emoção
Gestos que cheguem ao coração
O hoje é um presente
Faça valer essa iluminação
Tudo será apenas adaptação!
*O sol do Rio vai como lembrança do que você ainda vai muito reviver. Estamos aqui, meu amigo, amamos você!
9.8.12
Self Knowledge
Olhar de convite ao seu mundo
Tenta adivinhar meu pensamento
Quer agradar, como se sua existência
Não fosse só contemplação e vivência
Não sabe o poder que tem (...)
Olha ao redor e está tudo aí dentro
Angústia de viver
Não reconhece a própria autossuficiência
(ok, ninguém é infeliz por viver o novo, que assim seja)
Olhar de convite ao seu mundo
E eu já embarquei
Pego carona ao seu encontro inesperado
Inusitado. Inflamado. Descontinuado
Você gosta de mim assim
Livre. Exagerado. Desligado
E, como o personagem já ouviu,
Meio sem juízo nas horas vagas
Quer agradar mas o prazer é mútuo
Quer ler meus pensamentos
Mas a aceitação está nos meus olhos
No meu sorriso. No meu corpo estirado.
Não sabe o poder que tem (...)
---------------//-------------
Rótulo é ilusão de pertencimento.
---------------//-------------
Se visse o que eu vejo sobre você, acho que a visão seria mais fidedigna e artística!
De que valem as asas se não for para voar???
*Foto em Moreton Island, Australia (Daniele Sorris)
Tenta adivinhar meu pensamento
Quer agradar, como se sua existência
Não fosse só contemplação e vivência
Não sabe o poder que tem (...)
Olha ao redor e está tudo aí dentro
Angústia de viver
Não reconhece a própria autossuficiência
(ok, ninguém é infeliz por viver o novo, que assim seja)
Olhar de convite ao seu mundo
E eu já embarquei
Pego carona ao seu encontro inesperado
Inusitado. Inflamado. Descontinuado
Você gosta de mim assim
Livre. Exagerado. Desligado
E, como o personagem já ouviu,
Meio sem juízo nas horas vagas
Quer agradar mas o prazer é mútuo
Quer ler meus pensamentos
Mas a aceitação está nos meus olhos
No meu sorriso. No meu corpo estirado.
Não sabe o poder que tem (...)
---------------//-------------
Rótulo é ilusão de pertencimento.
---------------//-------------
Se visse o que eu vejo sobre você, acho que a visão seria mais fidedigna e artística!
De que valem as asas se não for para voar???
*Foto em Moreton Island, Australia (Daniele Sorris)
2.8.12
Da série (des) encontros
Parado à esquina. Sorriso sem graça. Vai entrando no carro. Telefone ao pé do ouvido e o olhar de reconhecimento. São só palavras soltas, olhares rápidos entrecruzados, toques frêmitos, tímidos, quase instantâneos.
Cabelos jogados no rosto e aqueles olhos azuis, cujas cores encantam, de forma intermitente, com aquele, aquele olhar...
Não sei o que dizer. Mais uma vez sóbria. Vem a memória, mas as pessoas não são mais as mesmas. Nem o personagem principal, ainda que variado...
É presença. Frente a frente. Olho no olho. Mas o sorriso sai mais espontâneo, perdido no além da estrada. Erra o caminho, entretanto. A rua de todos os dias some no frenesi do momento dividido.
Casa, casa, casa. Repousar o corpo. Peles sorrateiras. O beijo esperado. É doce, é quente, é molhado.
Corpo estirado na pressa da novidade. Do outro sonhado. Na violência das paixões momentâneas. No prazer da descoberta. O personagem nem existe. É parte da fantasia de outro alguém. E se deixa levar ao prazer. De novo, de novo e de novo.
E logo acordam para realidade. Que um é maré e o outro é tempestade....
Cabelos jogados no rosto e aqueles olhos azuis, cujas cores encantam, de forma intermitente, com aquele, aquele olhar...
Não sei o que dizer. Mais uma vez sóbria. Vem a memória, mas as pessoas não são mais as mesmas. Nem o personagem principal, ainda que variado...
É presença. Frente a frente. Olho no olho. Mas o sorriso sai mais espontâneo, perdido no além da estrada. Erra o caminho, entretanto. A rua de todos os dias some no frenesi do momento dividido.
Casa, casa, casa. Repousar o corpo. Peles sorrateiras. O beijo esperado. É doce, é quente, é molhado.
Corpo estirado na pressa da novidade. Do outro sonhado. Na violência das paixões momentâneas. No prazer da descoberta. O personagem nem existe. É parte da fantasia de outro alguém. E se deixa levar ao prazer. De novo, de novo e de novo.
E logo acordam para realidade. Que um é maré e o outro é tempestade....
24.7.12
Talento para bagunçar
Imaginem um personagem capaz de se apaixonar por mais de uma pessoa. Perdidamente. Que vive dividido entre cidades, entre amores, entre todas as nuances que o mundo reserva. Curte o agora como nunca à sombra de todos os amanhãs que, felizmente, virão, com o novo, o diferente, o famoso respirar da alma.
Um personagem que se apaixona por alguém que já já voltou para um país do outro lado do mundo e que é fluente em um idioma totalmente desconhecido. Personagem que encontra semelhanças pelo mundo afora, desde garçons que servem cafezinho até presidentes de multinacionais, aprendendo, com cada um, ao mesmo tempo, a singularidade de cada pessoa. Aquele caráter único, no próximo, que ensina o que você não vê, não sente, não viveu.
E de repente, no rompante do amor longínquo, cai de amores pela virilidade do ex. De ontem, bem passado. No caminho, sente falta do amor amigo, companheiro, que cozinha junto e fala basteiras baixinho, ao pé do ouvido, depois de loucuras de quatro paredes.
Cabeça a mil. De amor, de sonhos, de loucuras a dois. Ignora o corpo cansado, maltratado em esbórnia. Torpor do tronco humano, química moderna com efeitos colaterais, enquanto a mente saboreia a permanente sobriedade não etílica. Insensatez total vai cantar músicas - cujas letras não lembra - à luz da lua, no cenário mais idílico possível na atualidade.
Exagera. Sempre. Mais uma vez. No esforço da normalidade, amanhã, festinha estranha, com gente esquisita, bate-papo etílico, provocador, atirado. Sem paciência para normalidade, pega o táxi, a carona, de novo, até o ontem.....
E o desejo fabril só vai se reproduzir em poesia, gargalhadas e quitutes. Em dois meses... talvez sim, talvez não. Talvez mais novidade na eterna bagunça desse personagem...
Um personagem que se apaixona por alguém que já já voltou para um país do outro lado do mundo e que é fluente em um idioma totalmente desconhecido. Personagem que encontra semelhanças pelo mundo afora, desde garçons que servem cafezinho até presidentes de multinacionais, aprendendo, com cada um, ao mesmo tempo, a singularidade de cada pessoa. Aquele caráter único, no próximo, que ensina o que você não vê, não sente, não viveu.
E de repente, no rompante do amor longínquo, cai de amores pela virilidade do ex. De ontem, bem passado. No caminho, sente falta do amor amigo, companheiro, que cozinha junto e fala basteiras baixinho, ao pé do ouvido, depois de loucuras de quatro paredes.
Cabeça a mil. De amor, de sonhos, de loucuras a dois. Ignora o corpo cansado, maltratado em esbórnia. Torpor do tronco humano, química moderna com efeitos colaterais, enquanto a mente saboreia a permanente sobriedade não etílica. Insensatez total vai cantar músicas - cujas letras não lembra - à luz da lua, no cenário mais idílico possível na atualidade.
Exagera. Sempre. Mais uma vez. No esforço da normalidade, amanhã, festinha estranha, com gente esquisita, bate-papo etílico, provocador, atirado. Sem paciência para normalidade, pega o táxi, a carona, de novo, até o ontem.....
E o desejo fabril só vai se reproduzir em poesia, gargalhadas e quitutes. Em dois meses... talvez sim, talvez não. Talvez mais novidade na eterna bagunça desse personagem...
9.7.12
Rio de Janeiro, aquele abraço.....
O compromisso sem passado
O reencontro no acaso
Histórias sem compasso
Amanhã, esse amigo sonhado
A correria do dia a dia
E o presente inesperado
Mais um alguém encontrado
Rio, agora, desse passado
Escolhas e entrelinhas, tudo interligado
Esse moço assim tão inesperado
Sorri, tímido, cúmplice e encontrado
Cigarros, sorrisos e olhos virados
Hoje e sempre, é o novo bem amado
21.6.12
Cinco minutos
Cinco minutos de ausência
Sem telefones, micro ou influência
Sozinha entre quadro paredes
Sem chopp, sem correria ou cantoria
Tique taque do tempo parado
No oculto do apressado
Palavras e poemas pensados
Em mais um adeus precipitado
De festas a inaugurações
Entre segredos e inesperadas negações
Alma virada em objetivos corações
Bagunça que não que se quer arrumada
Cotididano de fuga inventada
Eu e você, nós todos, perdidos na estrada
Sem telefones, micro ou influência
Sozinha entre quadro paredes
Sem chopp, sem correria ou cantoria
Tique taque do tempo parado
No oculto do apressado
Palavras e poemas pensados
Em mais um adeus precipitado
De festas a inaugurações
Entre segredos e inesperadas negações
Alma virada em objetivos corações
Bagunça que não que se quer arrumada
Cotididano de fuga inventada
Eu e você, nós todos, perdidos na estrada
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